terça-feira, 1 de janeiro de 2008

José Thiago Mangini - "O Super Campeão Carioca de Xadrez"

José Thiago Mangini - "O Super Campeão Carioca de Xadrez"

(Por Jorge Chaves - 2007)

Nascido em 4 de Janeiro de 1920, no Rio de Janeiro, Brasil, José Thiago Mangini, aprendeu o jogo com seu falecido irmão Henrique, em 1937. Além de Mestre de Xadrez, foi cirurgião dentista e colaborador de várias revistas de Xadrez e manteve por muitos anos uma coluna semanal de Xadrez no jornal "O GLOBO", Além de organizar ter sido o Presidente da atual Federação de Xadrez do Rio de Janeiro fundada no fim dos anos 70 e representar o tradicional Clube Tijuca Tênis Club. Dono de uma carreira cheia de títulos, entre vários citamos: Campeão universitário do Rio de Janeiro em 1941, 1942 e 1943, Recordista de títulos de campeonatos cariocas (1947, 1950, 1951, 1952, 1953, 1954, 1956 1963, 1964, 1966 e 1970), venceu três vezes a prova clássica Taça Caldas Viana. Participou de diversos Torneios Internacionais, dentre os quais: Águas de São Pedro, em 1941; Assunção, em 1944; Rio de Janeiro 1947; Porto Alegre, 1948; Mar del Plata, em 1951, Punta del Este, 1952 Olímpiada de Helsinki, em 1952 (quando obteve a percentagem de 62% em seu tabuleiro); Rio de Janeiro 1952, etc.

Obteve por duas vezes, em 1950 e em 1956 o título de Campeão Brasileiro de Xadrez, título máximo em nosso amado Brasil. Em 1980, compareceu às Olimpíadas de Malta, não como jogador mas para fazer a cobertura jornalística para O GLOBO. Foi ainda presidente da Federação do Rio de Janeiro de 1962 a 1967 e de 1977 a 1981. No Rio de Janeiro o o Tradicional Torneio de Mestres recebe o seu nome, uma homenagem dos jogadores do Rio de Janeiro a sua grande contribuição para a divulgação, organização, formação de clubes ( Como o tradicional Clube de Xadrez Guanabara e outros.) e várias atividades para o desenvolvimento do Xadrez no Rio de Janeiro e no Brasil. Abaixo o Texto extraído de uma de suas colunas no jornal O GLOBO.

05/04/1965 - ("O Globo") - Escreveu José Thiago Mangini no décimo aniversário da sua coluna sobre Xadrez no Jornal "O Globo".

" Foi no dia 04 de abril de 1955 que esta seção apareceu pela vez primeira em O GLOBO. Desde aquele dia até hoje, nossa constante tem sido a de bem servir ao xadrez nacional, publicando partidas e problemas dos mais afamados mestres mundiais, notícias e informações úteis a todos os enxadristas. Temos convicção de que a difusão do xadrez é obra de brasilidade. Quando a juventude brasileira amparada pelos poderes públicos, perceber que o xadrez não é um simples passatempo, mas um eficiente exercício Mental; não apenas um entretenimento mas uma forma de complementar a própria educação; nesse dia estaremos satisfeitos.

Uma partida de xadrez não é apenas técnica e cálculo. Exige muito mais. No momento crítico é necessária uma decisão inadiável. Se não for tomada, vai-se a oportunidade e às vezes no intricado e complexo caminho da análise, perde-se o fio. Apenas nos resta um sentimento de coragem para entregar uma peça, ou para sacrificar uma posição. O jogador de xadrez imprime em suas partidas os traços de seu caráter, a sua personalidade. Os audaciosos e os tímidos; os perdulários e os avaros; os indecisos e os apaixonados. O xadrez é capaz, pelo menos em parte, de corrigir os exageros dessa personalidade. Porque os audaciosos pagarão com a perda de muitas partidas os exageros de sua audácia; os tímidos verificaram que sua passividade apenas favorece ao adversário; os perdulários aprenderão o valor de um simples peão e os avaros compreenderão que é muitas vezes necessário sacrificar todos os seus valores, para defender o próprio rei ou para atingir ao rei adversário.."(José Thiago Mangini).

O Nosso grande Campeão deixou o tabuleiro da vida em 10 de fevereiro de 1984. Segue abaixo algumas partidas.

A Partida Favorita

Escreveu e comentou José Thiago Mangini na sua coluna de Xadrez no O Globo de 13-06-1965 ” Todo enxadrista guarda na memória a sua partida favorita. Nem sempre é a sua melhor partida, nem a mais correta, mas a que lhe agrada.

Eu também tenho minha partida favorita. Foi jogada em 1948 no Campeonato do Clube de Xadrez contra o major Teotônio Vasconcelos. Na ocasião eu disputava a primeira colocação da prova, e, minha vitória sobre o forte adversário deu-me esperanças de obter o título de campeão, o que, entretanto, não ocorreu. Venceu a prova, o veterano Acioli Borges, mas ative a satisfação de colocar-me no 2º posto, na frente, entre outros, do Dr. Walter Cruz. A posição final é muito curiosa, isto é ocorre um mate puro, inesperado."

Brancas: Mangini, José Thiago

Pretas: Vasconcelos, Teotônio

Torneio da Turma Líder do Clube de Xadrez

Rio de Janeiro, 1948

Comenta : J. T. Mangini

1. e4 e5 2. Cf3 Cc6 3. Bb5 a6 4. Ba4 (Defesa Morphy da partida Ruy Lopes. Outra linha seria 4. Bxc6 entrando na variante das trocas.) 4. ... Cf6 5. 0-0 Be7 (Variante fechada ou moderna. Outra linha seria a variante aberta que se inicia com Cxe4, e dá um jogo muito vivo para ambos os jogadores.) 6. Te1 b5 7. Bb3 d6 8. c3 Bg4 ( comumente continua-se aquí com a clássica manobra de Tchigorin Ca5, seguido de c5, etc.) 9. d3 Ca5 10. Bc2 c5 11. Cbd2 0-0 12. Cf1 h6 (Enfraquece o roque das pretas. O plano é jogar o cavalo a g5 através de h7. ) 13. h3 Bh5? ( O melhor seria retirar o bispo para e6. O lance do texto facilita o avanço dos peões brancos na ala rei.) 14. g4 Bg6 15. Ch4 h5 16. Cg3 ( Não interessa as brancas jogar Cxg6 porque a abertura da coluna “f” iria favorecer as pretas.) 16 ... hxg4 17. hxg4 Ch7 18. C4f5 ( Uma regra elementar que se observa nas posições de ataque recomenda não trocar as peças atacantes, salvo quando se obtém nítida superioridade.) 18. ... Bg5 19. Rg2 (Não só da passagem à torre para ocupar a coluna aberta como também envolve uma pequena cilada: se as pretas continuarem com Bxc1 para seguir com Cg5 e Ce6, dominando a casa “f4”, as brancas podem ganhar o peão com Dxc1 e Cxd6, após Cg5.) 19. ... f6 20. Th1 Bxc1 21 Txc1 Cg5 ( As pretas conseguem jogar Cg5, mas, para consegui-lo tiveram de enfraquecer ainda mais a posição do rei com o lance f6. As brancas intensificam o ataque ao monarca preto.) 22. b4 Cb7? (Melhor seria Cc6.) 23 Bb3+ Bf7 24 Cxg7 (Sacrifício correto e que não pode ser aceito diretamente, porque perderia imediatamente como podemos ver pela seguinte análise : 24 ... Rxg7 25 Cf5+ Rg8 26 Th8+ Rxh8 27 Dh1+ Ch7 28 Dh6 Tg8 29 Bxf7 e ganha. Por esta razão o jogador das pretas encontra outra linha de jogo mais forte, procurando refutar a combinação das brancas.) 24. ... c4 25. dxc4 bxc4 26. C7f5? (Deixando escapar uma continuação imediatamente decisiva. Deviam jogar C3f5 com provável continuação 26. ... cxb3 27 Th6 Te8 28 Dh1 Rf8 29 Th8+ Bg8 30 Cxe8 Dxe8 31 Dh6+ Rf7 32 Dg7+ Re6 33 Txg8 Dxg8 34 De7 mate. E se 26...cxb3 27 Th6 Bc4 28 Dh1 Rf7 29 Dh5+, seguido de mate.) 26 ...cxb3 27. Ch6+ Rg7 28. C3f5+ Rg3 29. Cxf7 Cxf7 30. Th7! Rxh7 (forçado) 31. Dh1+ Rg8 32. Dh5 Ch8 33. Th1 Dd7 (Os Lances das pretas foram praticamente forçados. A posição restringida do rei e a má colocação de todas as peças, permitirá as brancas construir um interessante “Zugwang”, isto é, a obrigação das pretas jogarem im mal lance porque não têm escolha de lance melhor. ) 34. Dxh8+? (perdendo uma oportunidade de ganhar brilhantemente jogando o lance de problema : 34 axb3! (ameaçando Dxh8+...) Tdd8 35 g5 fxg5 36 Dxh8+ Rf7 37 Dg7+ Re8 38 Dg6+ Df7 39 Th7!! Dxg6 40 Te7 mate.) 34. ....Rf7 35 Dh5+ Re6 ( As brancas podiam empatar aqui com 35 Th7+ Re8 36 Cg7+ etc. Não convinha, entretanto, recuperar a torre com 35 Th7+ Re8; 36 Dxf8+ Rxf8 37 Txd7 porque as pretas seguiriam com bxa2 ganhando.) 36. Ce3 De8 37. Df5+ Re7 38. Th7+ Tf7 39 Cd5+ Rd8 40. Cxf6 bxa2 ( E as pretas parecem ganhas, pela ameaça de fazer dama com o peão. No entanto, apesar das aparências as brancas estão completamente ganhas como podemos observar na continuação dessa extraordinária partida.) 41. Dg6!! a1=D 42. Txf7 Dh8 (Se 43 D1a4 44 Cxe8 Dxf8 45 Df6+ Rc8 46 Tf8 ganhando.) 43 Th7 Dxh7 44 De8+!! Rc7 45 Cd5 mate. ( Um posição final muito original. Não Conheço nenhuma partida que tenha terminado como esta, com um mate puro. Mangini.) clique aqui para ver a partida

[Event "Internacional do Rio de Janeiro"]

[Site "Rio de Janeiro (Brasil)"]

[Date "1952"]

[Round "4"]

[White "Mangini, José Thiago"]

[Black "Cruz, Walter Oswaldo"]

[Result "1-0"]

[Eco "B17"]

[Annotator ""]

[Source ""]

1.e4 c6 2.Cc3 d5 3.Cf3 dxe4 4.Cxe4 Cd7 5.d4 Cgf6 6.Cc3 e6 7.Bd3

Bd6 8.O-O O-O 9.De2 Dc7 10.Bg5 Bf4 11.Ce4 Bxg5 12.Cexg5 c5 13.c3

h6 14.Cxe6 fxe6 15.Dxe6+ Tf7 16.Bc4 Cb6 17.Dxf7+ Dxf7 18.Bxf7+

Rxf7 19.Ce5+ Rf8 20.dxc5 Ca4 21.Tfd1 Cxb2 22.Td8+ Re7 23.Td4

b5 24.cxb6 axb6 25.Te1 Ca4 26.Cc4+ Be6 27.f4 g6 28.Ce5 Cc5 29.a4

Cfd7 30.Cxg6+ Rf6 31.Ch4 Txa4 32.f5 Bf7 33.Td6+ Rg7 34.g3 Ta2

35.Te7 Cf6 36.Txb6 Cd5 37.f6+ Cxf6 38.Cf5+ Rg6 39.Cxh6 Bd5 40.Cg4

Ta1+ 41.Rf2 Cd3+ 42.Re3 Te1+ 1-0

[Event "It"]

[Site "Rio de Janeiro (Brasil)"]

[Date "1952"]

[Round "6"]

[White "Mangini, José Thiago"]

[Black "Trifunovic, Petar (YUG)"]

[Result "1/2-1/2"]

[Eco "B36"]

[Annotator ""]

[Source ""]

1.e4 c5 2.Cf3 Cc6 3.d4 cxd4 4.Cxd4 g6 5.c4 Cxd4 6.Dxd4 Nf6 7.Be2

d6 8.Cc3 Bg7 9.Be3 O-O 10.Dd2 Be6 11.O-O Da5 12.Tad1 Tfc8 13.b3

a6 14.f4 Cg4 15.Bd4 Bxd4+ 16.Dxd4 Cf6 17.f5 Bd7 18.fxg6 hxg6

19.Txf6 exf6 20.Cd5 Be6 21.Cxf6+ Rf8 22.Ch7+ Rg8 23.Cf6+ Rf8

24.Ch7+ Rg8 1/2-1/2

18° Campeonato Brasileiro

25 SET / 11 OUT/1950/RJ

C

Jogador

UF 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 Pts
1 Jose Thiago Mangini DF * ½ ½ 1 1 ½ ½ ½ 1 1 1 1 8.5
2 Eduardo Asfora PE ½ * 0 0 ½ 1 1 1 1 1 1 1 8.0
3 Nelson Dantas DF ½ 1 * 1 ½ ½ 0 ½ 1 ½ 1 1 7.5
4 Fernando Vasconcellos DF 0 1 0 * 1 ½ 1 1 ½ ½ 1 1 7.5
5 Joao de Souza Mendes DF 0 ½ ½ 0 * 1 ½ 1 1 1 ½ 1 7.0
6 Eugenio German MG ½ 0 ½ ½ 0 * 1 1 1 ½ 1 1 7.0
7 Arrigo Prosdocimi RS ½ 0 1 0 ½ 0 * ½ 1 ½ 1 1 6.0
8 Manuel Madeira de Ley DF ½ 0 ½ 0 0 0 ½ * 0 1 1 1 4.5
9 Sabino Ribeiro Jr. FA 0 0 0 ½ 0 0 0 1 * ½ 1 1 4.0
10 Oswaldo Cruz Filho DF 0 0 ½ ½ 0 ½ ½ 0 ½ * 0 1 3.5
11 Hugo Kamisetzer FA 0 0 0 0 ½ 0 0 0 0 1 * 1 2.5
12 Ary Camargo Silveira DF 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 * 0.0
- Mario Bawden MG 0 .- - - - - - - - - - - -
- Octavio Trompowsky DF . . 0 ½ . . . 0 . . . . -

Mario Bawden fez 1 ponto em 5 partidas.

23° Campeonato Brasileiro

16 OUT / 30 OUT/1956/Rio de Janeiro

C

Jogador

UF 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 1 2 3 4 Pts
1 Jose Thiago Mangini DF * ½ 1 ½ ½ 1 1 1 ½ 1 1 1 1 1 11.0
2 Luiz Tavares da Silva PE ½ * 1 1 ½ 1 ½ 1 ½ ½ ½ 1 ½ 1 9.5
3 Nelson Dantas DF 0 0 * 1 ½ ½ 1 1 ½ ½ 1 ½ 1 1 8.5
4 Manoel Madeira de Ley SP ½ 0 0 * 1 0 ½ ½ ½ 1 1 1 ½ 1 7.5
5 Eduardo Asfora PE ½ ½ ½ 0 * ½ 0 1 0 ½ ½ 1 1 1 7.0
6 Haroldo Vannier DF 0 0 ½ 1 ½ * 1 0 1 ½ ½ 0 1 ½ 6.5
7 Carlos Rodrigues Peixoto RS 0 ½ 0 ½ 1 0 * ½ 1 0 ½ ½ 1 1 6.5
8 Edgar Nadra Ary CE 0 0 0 ½ 0 1 ½ * 1 ½ 0 1 ½ 1 6.0
9 Mauro de Athayde PR ½ ½ ½ ½ 1 0 0 0 * ½ ½ ½ 1 0 5.5
10 Arrigo Prosdocimi SP 0 ½ ½ 0 ½ ½ 1 ½ ½ * ½ ½ ½ 0 5.5
11 Mauricio Berenzon SP 0 ½ 0 0 ½ ½ ½ 1 ½ ½ * ½ 0 1 5.5
12 Olicio Gadia DF 0 0 ½ 0 0 1 ½ 0 ½ ½ ½ * 1 1 5.5
13 Sabino Ribeiro Jr. FA 0 ½ 0 ½ 0 0 0 ½ 0 ½ 1 0 * 1 4.0
14 J. C. de Almeida Soares RJ 0 0 0 0 0 ½ 0 0 1 1 0 0 0 * 2.5
- Joao de Souza Mendes DF . . . . . . . 0 . . . . . . -

Fonte: www.brasilbase.pro.br

CAMPEÕES MUNDIAIS DE XADREZ

Veja na tabela abaixo os campeões mundiais até Viswanathan Anand
CampeãoPeríodoDuração
Ruy López1570 - 15755 anos
Gioacchino Greco1622 - 163412 anos
Philidor1745 - 179550 anos
Louis de la Bourdonnais1834 - 18406 anos
Howard Staunton1841 - 185110 anos
Adolf Anderssen1851 - 18587 anos
Paul Morphy1858 - 18635 anos
Wilhelm Steinitz1866 - 189428 anos
Emanuel Lasker1894 - 192127 anos
José Raúl Capablanca1921 - 19276 anos
Alexander Alekhine1927 - 19358 anos
Max Euwe1935 - 19372 anos
Alexander Alekhine1937 - 19469 anos
Mikhail Botvinnik1948 - 19579 anos
Vasily Smyslov1957 - 19581 ano
Mikhail Botvinnik1958 - 19602 anos
Mikhail Tal1960 - 19611 ano
Mikhail Botvinnik1961 - 19632 anos
Tigran Petrosian1963 - 19696 anos
Boris Spassky1969 - 19723 anos
Bobby Fischer1972 - 19753 anos
Anatoly Karpov1975 - 198510 anos
Garry Kasparov1985 - 200015 anos
Vladimir Kramnik2000 - 20066 anos (campeão mundial pela APC)
Veselin Topalov2005 - 20061 ano (Campeão Mundial pela FIDE)
Vladimir Kramnik2006 - 20071 ano (unificado)
Viswanathan Anand2007 -PRESENTE4 anos

CAMPEÕES BRASILEIROS DE XADREZ

CAMPEÕES BRASILEIROS DE XADREZ

CARACTERÍSTICA: A CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE XADREZ (CBX), FUNDADE EM 1924 É A ORGANIZADORA DA DISPUTA DO TÍTULO NACIONAL MÁXIMO DE XADREZ.


ANO
CAMPEÃO BRASILEIRO
EST.
Obs.

ANO
CAMPEÃO BRASILEIRO
EST.
1925
JOÃO DE SOUZA MENDES
RJ
RJ = DF

1951
EUGÊNIO MACIEL ALEMÃO
MG
1928
JOÃO DE SOUZA MENDES
RJ


1952
FLÁVIO DE CARVALHO JUNIOR
SP
1929
JOÃO DE SOUZA MENDES
RJ


1953
WALTER OSWALDO CRUZ
RJ
1930
JOÃO DE SOUZA MENDES
RJ


1954
JOÃO DE SOUZA MENDES
RJ
1932
ORLANDO RÔÇAS
RJ


1955
* SEM DADOS

1933
ORLANDO RÔÇAS
RJ


1956
JOSÉ THIAGO MANGINI
RJ
1935
POMPEU ACCIOLI BORGES
RJ


1957
Luiz Tavares
PE
1938
WALTER OSWALDO CRUZ
RJ


1958
JOÃO DE SOUZA MENDES
RJ
1939
OCTÁVIO FIGUEIRA TROMPOWSKY
RJ


1959
Olicio GADIA
SP
1940
WALTER OSWALDO CRUZ
RJ


1960
RONALD CÂMARA
CE
1941
ADHEMAR DA SILVA ROCHA
RJ


1961
RONALD CÂMARA
CE
1942
WALTER OSWALDO CRUZ
RJ


1962
Olicio GADIA
RJ
1943
JOÃO DE SOUZA MENDES
RJ


1963
HELDER CÂMARA
RJ
1944
ORLANDO RÔÇAS
RJ


1964
ANTÔNIO ROCHA
DF
1947
ELISIO MÁRCIO DE FREITAS
RJ


1965
HENRIQUE DA COSTA MECKING
RS
1948
WALTER OSWALDO CRUZ
RJ


1966
HELDER CÂMARA
SP
1949
WALTER OSWALDO CRUZ
RJ


1967
HENRIQUE DA COSTA MECKING
RS
1950
JOSÉ THIAGO MANGINI
RJ


1968
HELDER CÂMARA
SP

CAMPEÕES BRASILEIROS DE XADREZ



ANO
CAMPEÃO BRASILEIRO
EST.
Obs.

ANO
CAMPEÃO BRASILEIRO
EST.
1969
ANTÔNIO ROCHA
SP


1987
CARLOS EDUARDO GOUVEIA
RJ
1970
Herman Claudius van Riemsdijk
SP


1988
Herman Claudius van Riemsdijk
SP
1971
JOSÉ PINTO PAIVA
BA


1989
GILBERTO MILOS JUNIOR
SP
1972
EUGÊNIO MACIEL ALEMÃO
MG


1990
Roberto Watanabe
SP
1973
Herman Claudius van Riemsdijk
SP


1991
EVERALDO MATSURA
SC
1974
ALEXANDRE SORIN SEGAL e MÁRCIO DO CARMO MIRANDA
SP /RJ


1992
DARCY GUSTAVO MACHADO VIEIRA LIMA
RJ
1975
CARLOS EDUARDO GOUVEIA
RJ


1993
ARON ANTUNES CORRÊA
SP
1976
Jaime Sunye Neto
PR


1994
GILBERTO MILOS JUNIOR
SP
1977
Jaime Sunye Neto
PR


1995
GILBERTO MILOS JUNIOR
SP
1978
ALEXANDRE SORIN SEGAL
SP


1996
RAFAEL LEITÃO
MA
1979
Jaime Sunye Neto
PR


1997
RAFAEL LEITÃO
MA
1980
Jaime Sunye Neto
PR


1998
RAFAEL LEITÃO
MA
1981
Jaime Sunye Neto
PR


1999
GIOVANNI VESCOVI
RS
1982
Jaime Sunye Neto
PR


2000
GIOVANNI VESCOVI
RS
1983
Jaime Sunye Neto e MARCOS Paolozzi
PR / SP


2001
GIOVANNI VESCOVI
RS
1984
GILBERTO MILOS JUNIOR
SP


2002
DARCY GUSTAVO MACHADO VIEIRA LIMA
RJ
1985
GILBERTO MILOS JUNIOR
SP


2003
DARCY GUSTAVO MACHADO VIEIRA LIMA
RJ
1986
GILBERTO MILOS JUNIOR
SP


2004
RAFAEL LEITÃO
MA


ANO
CAMPEÃO BRASILEIRO
EST.
Obs.

ANO
CAMPEÃO BRASILEIRO
EST.
2005
ALEXANDER HILÁRIO TAKEDA FIER
SC


2009
GIOVANNI VESCOVI
RS
2006
GIOVANNI VESCOVI
RS


2010
GIOVANNI VESCOVI
RS
2007
GIOVANNI VESCOVI
RS


2011
Participe!
2008
ANDRE DIAMANT
CE





** Alguns jogadores campo no Estado, estão com o código do seu Estado Brasileiro de Origem, com outros que representou uma Federação não Campeonato.

Mikhail Tal (O MAGO DE RIGA)






Mikhail Tal, o enxadrista à frente do xadrez.

Por Lev Khariton


Me lembro bem o último dia de junho de 1992. Exatamente 10 anos atrás! Eu tinha o hábito de dar um pulinho, quase toda semana, em “Damier de I’Opera”, a maravilhosa loja de xadrez no centro de Paris. Eu adorava ver os novos livros, tomar uma xícara de café, conversar com os vendedores amáveis sobre xadrez e jogadores. Um dia, no entanto, me encontraram com a trágica notícia de que Mikhail Tal morrera em um hospital de Moscou em 28 de junho.

Esta notícia veio como uma bomba. Misha não podia morrer, ele não era um mortal comum, o xadrez sempre poderia salva-lo da gripe. Tal era um homem excepcional, uma personalidade incomum; mesmo o então popular “carisma” mundial não podia abraçar todo seu caráter e integridade. Neste mundo há muitas pessoas que são totalmente dedicadas a sua arte e profissão, mas apenas algumas amam e se divertem com ela. Tal conhece esta felicidade: o xadrez o salvou mais de uma vez da doença e do desapontamento.

Sim, Misha Tal fez o xadrez feliz! Ele, como ninguém, tornou o xadrez uma arte, e fez isso em uma época cruel, quando o mesmo era tratado como uma ciência (de acordo com Botvinnik) ou um esporte (de acordo com Karpov).



Tal se tornou um ídolo dos jovens enxadristas do fim dos anos 50. Este era o tempo do confronto de Botvinnik e Smyslov, gigantes do jogo posicional. Bronstein e Keres, talentos brilhantes, estavam ainda em sua plenitude. Petrosian, o jogador com uma incrível intuição posicional, também foi escalado para as Olimpíadas do xadrez.


David Bronstein, Paul Keres e Tigran Petrosian, todos em 1958.

O salto de Tal para a gloria foi tão rápido quanto inesperado. Em 1956 o jovem mestre de Riga, jogou pela primeira vez no Campeonato Soviético empatando com Polugayevsky pelo 5º lugar, mas nos dois Campeonatos Soviéticos subsequentes – em 1957 e 1958 – ele ganhou o título de Campeão da grande super potência do xadrez. Em 1960 triunfou com sua vitória sobre Mikhail Botvinnik em um match pelo título mundial.

Tal vs. Botvinnik em 1960.

Este match jogado em Moscou na primavera de 1960 estará para sempre gravado em minha memória. Centenas de fãs do xadrez que se atrasaram para comprar suas entradas ficaram do lado de fora do Teatro Pushin assistindo a grande demonstração destas partidas. Nunca esquecerei este sexto jogo no qual Tal depois de começar os jogos sacrificou um cavalo. Isto foi um desafio para Botvinnik. Como se nada estivesse acontecendo, Tal estava calmo no estagio do jogo com seu famoso oponente, o qual venceu lendas como Lasker, Capablanca e Alekhine, confrontou com sacrifício e tomou audaciosas decisões. Tudo em vão! Botvinnik tinha ainda alguns minutos em seu cronômetro quando Stahlberg e Golombek, os árbitros do match, transferiram o jogo. Os espectadores estavam tão vidrados que a atmosfera do salão de jogos estava mais tenso que uma partida de futebol americano! Tal venceu este jogo, e ao contrário da resistência de Botvinnik, venceu todo o match.

Todo aquele tempo Botvinnik, e praticamente todos os grandes mestres, não podiam entender os segredos do triunfo de Tal. Era muito fácil para ele jogar contra Smyslov com quem trocou vitórias em 1957 e 1958. Este era o xadrez que ele conhecia, o xadrez que obedecia as lei já prontas. O jogo de Tal, no entanto, nos lembra a música de Mozart.

Tal improvisava nos tabuleiros, seus sacrifícios irracionais em par com sua aparência, e seu olhar (demoníaco, ou se preferir, como o de Paganini) fazem seus oponentes vacilarem. Muitas pessoas afirmavam que Tal possuía poderes hipnóticos.

Bem, a linguagem da literatura ou cinema é mais fácil de entender do que a do xadrez, mas eu arriscaria dizer que no silêncio dos movimentos dos peões e das peças de Tal havia um espirito rebelde, um forte desejo de pegar ou mesmo engolir algum oxigênio espiritual o qual tem características do início dos anos 60. Estes são sintomas como os de uma válvula de oxigênio que foi fechada, outros enxadristas vieram no lugar de Tal, e o xadrez foi, em uma larga extensão, robotizado.

Tal foi (oh, como odeio falar no passado!) um valentão para seus oponentes no mundo do xadrez. Todos os dias foi encantador e agradável como ninguém mais! Tinha uma charme especial, um especial senso de humor. Me lembro de suas freqüentes aparições antes do publico amante do xadrez em Moscou tão logo ter recebido a Coroa Mundial em Moscou em 1960. Por muitos anos Tal foi a Moscou nos verões para jogar campeonatos abertos de blitz no parque Sokolnili. Não posso descrever o pandemônio neste velho parque de Moscou em volta da mesa de xadrez de Tal. Os jovens fãs subiam nas árvores para ver de cima os jogos de Tal! “O mago de Riga”, era como Tal era chamado pelos jornalistas, era adorado em todo lugar. Por exemplo, Svetozar Gligoric disse que quando jogava um match de candidatos com Tal em Belgrado em 1968, muitos de seus compatriotas se revolviam por Tal!

Parecia que todos os sorrisos da senhora Sorte eram para Tal. Mas a saúde de Tal é que falhou. Ele não podia se gabar de uma boa saúde apesar de seus poucos anos. Sua derrota na revanche contra Botvinnik em 1961, embora a preparação de Tal não fosse adequada, o que pode ser explicado por uma séria desordem nos rins. É interessante notar aqui que Tal era Campeão Mundial, e apesar de tudo concordou em jogar em Moscou, a terra de Botvinnik. Tal não insistiu em adiar a partida por conta de sua saúde. Isto é diferente com os campeões de hoje em dia que tem que estar bem para caçar o prêmio mais lucrativo!

Depois da revanche entre Tal e Botvinnik, A mãe de Tal mandou o seguinte telegrama para Botvinnik: “Quero que meu pequeno Misha possa seguir os passos do grande Misha!”. Até este momento adorei estas palavras. Agora penso de outro modo. É bom que Tal fosse diferente de Botvinnik. Ele sempre foi democrático: pôde vir para um clube de xadrez e jogar uma partida de blitz! Tinha sempre uma palavra para todos os enxadristas independente de sua qualificação. Tal, usando a expressão popular, amava o xadrez em si, mas não se amava no xadrez.

Não apenas doença e hospitais aconteceram na vida de Tal. Ele Conheceu o “calcanhar de Aquiles” dos administradores do xadrez na União Soviética. Foi convocado para um importante torneio no exterior e teve que assinar papéis prometendo que pegaria o primeiro lugar! É difícil imaginar a humilhação do grande enxadrista quando a Federação Soviética de Xadrez recusou que ele jogasse no Campeonato Soviético em sua cidade Riga em 1970!

Sempre me perguntei porque Tal não emigrou, como muitos soviéticos, para Israel ou EUA? Ele teria jogado xadrez muito mais e provavelmente, teria cuidado mais de sua saúde. Sua mulher Gelya, que o conhecia melhor que todos seus amigos, me disse uma vez: “Não, Misha nunca deixaria Riga – todos seus amigos e toda sua vida estão lá. Além disso, ele tinha esperanças de que um dia Latvia se tornasse livre. Então, estaríamos fora, e não em URSS!”

Gênios são pessoas especiais. Eles sempre estão a frente de seu tempo. Tal, eu penso, estava a frente do xadrez – os melhores jogadores hoje estão em dívida com Tal. A herança de Tal para o xadrez é parte da cultura humana. E seu legado permanece inexplorado aguardando por uma profunda e sistemática pesquisa.

Quando falamos sobre alguém que viveu uma curta e brilhante vida, dizemos: uma curta e longa vida! Pensando em Mikhail Tal, diria: grande e simples vida! Declarado um sábio que realmente podia ser julgado e mudando de assunto comportava-se quando estava zangado, com amigos e suas atitudes com relação ao dinheiro. Seus amigos eram numerosos. E nunca foi ansioso por dinheiro. Isto tudo adicionou a ele uma transparência e deu a sua vida uma essência moral e psicológica.

Todo mundo sempre se lembrará de Misha Tal!LINKS SOBRE MIKHAIL TAL

http://viriatovitchchess.blogspot.com/2007/12/para-breve-um-estudo-sobre-mikhail-tal.html
http://www.chessgames.com/perl/chessplayer?pid=14380
http://www.chess-poster.com/great_games/gg_tal.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Tal

OLIMPIADA DE XADREZ DA BAIXADA FLUMINENSE 2008 ENTREGA DOS PREMIOS ÀS CAMPEÃES

Campeã Samara Moraes de Belford Roxo, vice Sabrina Lessa de Duque de Caxias. Em terceiro ficou Maria José Barbosa a Mary também de Duque de Caxias. Estas duas alunas do Prof. Aldenir do C. E. Barão de Mauá em Xerem.

José Thiago Mangini X Eduardo Limp Cpto Estadual RJ de 1976



Uma verdadeira aula de final que nos deixou o saudoso Mangini. Um dos maiores jogadores do Estado do Rio de todos os tempos!

O GM Vescovi é Campeão Brasileiro de 2007!

Ricardo Barata Presidente da FEXERJ e O Campeão Geovanni Vescovi
abaixo foto de todos os participantes.


No dia 25/12, tivemos uma bela e longa reportagem na TV Globo, transmitindo para todo o Brasil, a cobertura do Brasileiro, entrevistando o Campeão Vescovi, o GM Milos, o MI Diego e o Presidente Barata. Além do Brasileiro, a matéria ressaltou a importância do xadrez como esporte e o aprimoramento do rendimento escolar.Assista aqui a reportagem de três minutos da TV Globo, em rede nacional! A FEXERJ foi a entidade responsável para organizar a Final do Campeonato Brasileiro de Xadrez 2007.74º Campeonato Brasileiro Absoluto - FinalValeu norma de MI e GMI!Realizado de 14 a 22/12, no SESC Copacabana.
Classificação final:1º- 9,0 GM Geovanni Vescovi2º- 8,5 GM Rafael Leitão3º- 7,0 GM Gilberto Milos4º- 6,5 MI Krikor Mekhitarian5º- 6,0 MI Diego Berardino 6º- 5,5 MI Herman Claudius 7º- 5,5 MF Roberto Molina8º- 5,0 MI Everaldo Matsuura 9º- 5 ,0 MF Jorge Bittencourt10º- 4,0 MI André Diamant11º- 2,0 Yago Moura12º- 2,0 Roberto Calheiros Veja o site oficial do Brasileiro, com os resultados, mapa, emparceiramentos, fotos e partidas.